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Fast Faith

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Quem nunca teve em um dia atarefado sua fome saciada por uma refeição rápida, servida em um intervalo pequeno de tempo? Com certeza em algumas ocasiões as redes de fast food caem como uma luva para satisfazer uma demanda imediata. Tal refeição pode ser proveitosa, deste que utilizada da maneira certa.


O Consumo do fast food deveria ser algo esporádico, porém cada vez mais tem sido usado de forma exponencial, ou seja, sendo elevado à potência do mais. Aquilo que era para ser utilizado “de vez em quando” acaba se tornando um hábito, um estilo de vida. O resultado disso pode ser percebido em alguns quilos a mais, aumento do colesterol e até fraqueza.


Tenho notado que em alguns momentos temos vivido uma espécie de Fast Faith (Fé Rápida). Uma fé baseada no estilo adotado peloFast Food, que procura trazer resultado no nosso tempo e não no de Deus. Veja, ELE também age em um intervalo pequeno de tempo, sempre esta disposto e disponível para aliviar nossas dores de maneira instantânea e rápida. O problema é quando atribuímos constância naquilo que deveria ser inconstante.


Tem que se tomar cuidado para que nossa relação com Deus não se torne algo similar, ou seja, construída apenas para se ter as necessidades satisfeitas. De fato ELE é o nosso socorro bem presente na hora da tribulação, mas a nossa comunhão precisa estar fundamentada naquilo que ELE É, e não ficar somente focada naquilo que ELE Faz.


Muitos só O buscam quando a coisa aperta, só O querem para aliviar a dor. E quando tudo vai bem? Será que não precisamos mais de Deus? Concordo com o que diz Millôr Fernandes; “O cara só é 100% ateu quando está muito bem de saúde.” Esse é o problema de se buscar Deus pensando naquilo que ELE tem para oferecer. Tornamos-nos seres efêmeros e ao mesmo tempo enfermos, doentes da nossa própria efemeridade. O resultado disso tudo só poderia ser um: pessoas inchadas, porém sem consistência. São consistentes naquilo que deveria ser utilizado de forma esporádica.


Com isso o homem passa a ser constante onde era para ser esporádico; e passa a ser esporádico onde deveria ser constante.


Mais do que um “fast food”, pronto para nos aliviar de maneira rápida, Deus deseja se assentar e participar de um banquete com Seus filhos. Construir relacionamentos e compartilhar a vida que ELE tem de forma abundante. Proporcionando assim uma comunhão mais profunda, saudável e duradoura. Cada alimento servido nesse banquete deve ser mastigado de forma lenta, para que todos os nutrientes sejam aproveitados, criando assim uma espécie de “reserva” que poderá ser utilizada no dia da angustia e da tribulação.


Que cada um venha “reter firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso.” (Tito 1;9ª). Assim quando o dia mal chegar, não ficaremos desesperados sem saber o que fazer, em busca de alguma “campanha- corrente” ou de uma “nova revelação” e nem tão pouco iremos correr desesperadamente buscando alivio, pois isto a própria Palavra que nos alimentou irá tratar de fazer. O SEU Espírito nos fará lembrar de tudo aquilo que foi servido no banquete.


Portanto quando nos voltamos firmemente para o Deus que É, temos acesso também ao Deus que FAZ. E isso nos conduz para um novo estilo de vida, fazendo com que “não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Pelo contrário vamos continuar “seguindo a verdade em amor, para que cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Efésios 4; 14e 15).

 

Por Bruno Jardim, em seu blog (Visite).